Os Sete Conselhos Capitais
Momentos
de crise que se contrapõem a momentos de euforia. Tradicionais situações
vivenciadas no país em prazos tão curtos de tempo.
Um estado de perplexidade perante momentos que
ora nos pressionam a investir e logo após a desinvestir. A contratar e logo após a demitir. A descentralizar e logo após a centralizar.
Tenho observado que independente do momento, temos que manter em uso constante algumas atitudes. O processo de gestão exige, além de outros aspectos, monitorar permanentemente o negócio, sob o risco de perda de rentabilidade. É isso em qualquer situação, considerando que na recessão é preciso reduzir custos e minimizar as perdas e no crescimento maximizar os ganhos.
Ao
longo do tempo aprendi a valorizar uma série de pontos, conhecidos de todos,
mas que gostaria de lista-los e assim classificá-los como capitais.
São eles:
1
- Eliminar
desperdícios
Além
dos pontos tradicionais ligados a este tema, que passam pela gestão adequada da
produção e dos estoques, administração racional das compras e outros,
considero importante explorar a possibilidade de fazer do seu fornecedor, um
parceiro. No segmento de
serviços, concentrar a análise sobre os custos com viagens e estadias, além
de preparar e avaliar uma lista de todos os contratos firmados.
2
- Manter
os talentos
Em
primeiro lugar toda a avaliação tem que ser baseada na competência.
Identificados
os talentos, fazer do seu funcionário o seu sócio, criando um sistema de
remuneração variável calcado na participação nos resultados.
3
- Cuidar
da estratégia comercial
Além
dos cuidados normais com os canais e com as estratégias clássicas com mercados e
produtos, atenção constante, independente do momento, com os critérios de
concessão de credito e manter métodos claros de formação de preço de venda,
lembrando sempre que o custo é igual a preço menos lucro.
4
-
Renegociar
as dívidas
Neste
momento os juros de referência ao mercado fixados pelo Banco Central estão
caindo, não refletindo a mesma queda nos mercados. Com isso, os juros permaneceram altos.
Estudar as possibilidades de alongamento do
perfil da dívida, trocar posições de endividamento dos bancos comerciais para
bancos governamentais de fomento, identificar todas as despesas financeiras,
elaborando um levantamento completo não só das despesas, mas também, de
taxas, serviços, cartas de fiança e outros itens cobrados pelos bancos e que não
são controlados adequadamente.
5
- Reavaliar
a política de investimento.
Este
é um procedimento sistemático. A estratégia de negócios passa pelo
investimento em produtos e serviços. Lembre-se que um parceiro além de
transferir tecnologia, pode ser, também, o financiador do projeto.
6
- Terceirizar
as atividades meio
Enxergar
a empresa em dois segmentos, como os bancos já realizam há algum tempo. Para
as atividades meio, ou ainda identificadas como “back-office”, estudar a
possibilidade de terceirização, passando pela contabilidade, folha de
pagamento e rotinas, serviços gerais e logística, entre outros. Concentrar a
gestão nas atividades de “front-office” ligadas à produção, vendas,
finanças e pessoal (equipes).
7
- Realizar
planejamento tributário
Basicamente
atentar para aquilo que você recolhe todos os meses. Fazer uma avaliação
tributária consciente, dentro do que a lei lhe permite e verificar se todas as
oportunidades de aproveitamento de créditos de impostos estão sendo
realizadas. Revisar sempre a declaração de imposto de renda da empresa e,
agora, principalmente, estar atento para os caminhos que estão dando para a
reforma tributária.
O
principal objetivo desta composição é a de alertar o executivo para o foco
ao negócio. Independente das pressões, concentrar a atenção no negócio,
e na rentabilidade. Naturalmente surgirão novos pontos de atenção e de
controle constante. É
como acrescentar novos conselhos e até, quem sabe, criar os dez mandamentos da
gestão.