Reorientando o Destino do Negócio

Muitas vezes nos vemos na encruzilhada de um processo:

“Vamos continuar investindo ou abandonar o barco e identificar novos caminhos?”

Não é uma questão fácil de ser respondida. Nem sempre estamos dispostos a dar uma guinada total de atividades, quer pela sensação horrível de ter que começar novamente, quer pela dúvida de deixar para trás um modelo que não temos certeza se era o momento de descontinuá-lo.

Creio que em primeiro lugar é preciso ter coragem empresarial suficiente para iniciar o processo de questionamento. É preciso ter uma postura madura e profundamente profissional para questionar a continuidade do negócio e através da razão e da própria sensibilidade empresarial, decidir pelas medidas mais importantes e corajosas que deverão ser tomadas para a permanência em outros patamares ou fechamento de uma operação.

Aliás a sensibilidade é sempre o primeiro sinal de alerta. Não é fácil admitir, que numa sociedade empresarial sempre norteada por padrões de gestão tão tecnicistas e cartesianos , eu esteja agora apelando para o sentimento. Mas aprendi também que ele é a primeira referência que temos para perceber que alguma coisa está errada. O clima da empresa não está bom, sentimos no ar um certo peso nas relações profissionais, os nossos colaboradores estão em permanente desentendimento, não temos respostas imediatas para perguntas ligadas a vendas, clientes e resultados.

Portanto, deixe neste momento o sentimento tomar conta de você, e complementado por indicadores do negócio, comece a tomar decisões. Nesta hora sem medo, e com a rapidez e habilidade de um espadachim. Leve sempre em conta que você pode assumir o comando do seu próprio destino e que só você pode provocar um processo de criatividade tão intenso na corporação, que garanta a continuidade do negócio ou o melhor caminho para uma parceria. Leve sempre em conta, princípios básicos de metodologia científica e empresarial considerando:

- Começar de novo, com o redesenho da corporação.

- Reconstruir ou remodelar o produto, tendo a capacidade de imaginar o que ainda não existe no mercado.

- Radicalizar no mercado, estabelecendo novas regras para espaços atuais.

- Melhorar as instalações para satisfazer novos códigos de relacionamento tanto com colaboradores como com clientes.

- Recuperar a auto-estima da equipe

- Reconquistar processos de planejamento desafiadores, revisando planos de ação.

- Visualizar a empresa em unidades de negócios e não temer a adoção de procedimentos que desnudem os resultados.

- Identificar claramente as ociosidades e resolver o que fazer imediatamente.

- Criar debates sistematicamente, oferecendo às pessoas a oportunidade de se manifestarem.

O sentimento deveria ser considerado tão importante como qualquer outro elemento do processo de gestão empresarial. Empreendedores e empresários, precisam reconhecer os perigos potenciais do ambiente em que operam, e aliado ao feeling preparar com coragem as mudanças que todo o negócio exige para a sua continuidade.