A Organização e a Tecnologia

Desde o início da revolução industrial, aspectos tecnológicos têm sido agregados ao processo de desenvolvimento empresarial. Fundamentados inicialmente em ciências correlatas e utilizando os princípios básicos da metodologia cientifica, os primeiros Consultores e Empreendedores, partiram para critérios de mudança que movimentaram padrões culturais e organizacionais dentro das empresas.

No momento atual, não parece estar claro que uma das principais ferramentas na condução das mudanças esta sendo a Tecnologia da Informação. Sem qualquer outra vinculação mais profunda , o que tenho percebido é que o uso da informática nem sempre tem sido colocado como um ponto de extrema relevância na solução de problemas organizacionais. É uma miopia e tanto. Referindo-me a implantação de sistemas ERP, muitas vezes em encontros com executivos em nossos clientes, a conotação está limitada à atualização de uma solução ou ainda na imposição de uso de uma ferramenta a partir de padrões já definidos pela corporação em todas as suas subsidiárias.

A Tecnologia da Informação é uma janela importante para apoio nas decisões tanto no plano tático como estratégico das empresas. Está faltando valorizar a informação como um produto que garanta a sobrevivência das empresas neste limiar de Terceiro Milênio.

Não estou me referindo somente a finalização da implantação de sistemas ERP. Este é apenas o início de uma seqüência importante de estruturação da informação dentro da organização. Não podemos relevar o uso e consolidação de dados a partir de:

- Soluções operacionais informatizadas, tipo ERP

- Soluções para tomada de decisão, tipo Business Inteligence

- Soluções para armazenagem da informação, tipo Data Warehousing  

E é claro que a partir do uso estruturado da informação podemos conceber mudanças irreversíveis na cadeia de relacionamentos considerando a quadra montada por fornecedor-empresa-canal-cliente.  

Uma vez estruturada, a informação deve ser utilizada, explorada, esgotada pelos executivos. Sem estabelecer limites. Entendo que a informação sempre é importante e deve ser disponibilizada considerando diversos planos e origens. Podemos relacionar aqui, entre outros, os seguintes pontos:

-  Incluir sempre, na estrutura da informação, dados sobre a concorrência, gerando condições de comparabilidade de performance e conquistas. Ir além dos dados quantitativos, criando condições para a inclusão de dados qualitativos.

- Estruturar o sistema de suprimentos com dados sobre os fornecedores, adotando ou criando condições para a utilização do conceito de parceria.

- Ilimitar os dados sobre clientes. Levar em consideração que além de parceiros, determinados movimentos podem levar a reformatação de produtos e serviços.

- Conceber visões geográficas que apoiarão no processo de avaliação dos canais de distribuição.

Outras referências podem ser listadas. Estão atreladas ao segmento de negócio ou mesmo ao relacionamento comercial globalizado. O importante é correlacionar os caminhos das soluções de Tecnologia da Informação com as definições da gestão corporativa e até com as metas do negócio. Esta visão estratégica da informação contribuirá não somente para a organização da empresa mas também para aproximar o processo de consolidação do relacionamento da companhia com seus clientes e com seus fornecedores.