Administração Minimalista

No contexto atual de globalização e de tecnologia que vem influenciando a forma com que as empresas devem ser geradas e administradas, temos observado que em torno destes movimentos, vão se apresentando todos os tipos de ferramentas ligadas tanto a processos estratégicos como operacionais.

Referências não nos faltam. Risc Management, Business Inteligent , Enterprise Resource Planning, Customer Relationship Management, E-Commerce, Team Work, Supply Chain, Change Management, Call Center, e tantos outros meios de maximizar ou modernizar nossa forma de atuação ou de gestão empresarial.

É um conjunto de conhecimento vastíssimo, em que um conceito nem sempre é compatível com os demais. Além disso, podem ocorrer no caminho alguns modismos, formas de atuação travestidas, cuja nomenclatura expressa um movimento moderno, mas o conteúdo nos leva a padrões já existentes, que inclusive estamos utilizando.

Neste momento surge um sentimento de vazio interior. Um misto de desconhecimento e desorientação, como que ficar sem saber o que fazer em frente a tantas referências e ao mesmo tempo não querer ficar atrás do que os outros estão usando e adotando como padrão de gerenciamento.

Claro que temos os esforços de todos conjugados, e o investimento no conhecimento está sempre presente para acompanhar o que está por aí para ser utilizado. Temos também as definições de nossos concorrentes, de nossas matrizes, de nossos fornecedores e de nossos parceiros.

No entanto gostaria de chamar a atenção para um conceito que acho oportuno e de muita utilidade, principalmente quando precisamos decidir e ainda mediante referências complexas. É um novo conceito ligado a várias áreas do conhecimento e até de ciências próximas à administração, que se utilizam mutuamente de teorias e nomenclaturas. Estou me referindo à Teoria Minimalista que procura encontrar soluções simples e funcionais, limpas de complementos e excessos.

É como adotar uma filosofia clean para gerir os negócios e as operações, racionalizando as várias ferramentas de gestão. Em outras palavras, aderir a um padrão profissional e de gerenciamento que passa pelo redirecionamento de estilo e de management , considerando entre vários pontos, alguns aspectos fundamentais, tais como:

- Racionalizar o sistema de informação, gerando somente os relatórios que levam realmente a tomada de decisão.  

- Revisar o organograma da empresa, adotando padrões de funcionalidade e de fácil entendimento por todos os níveis da organização.  

-  Acompanhar os movimentos de diversificação de negócios, mas ater-se dentro da própria atividade, respeitando a vocação da sua organização.  

- Realizar reuniões rápidas e objetivas, não perdurando por mais do que 1 hora e meia.

- Concentrar as decisões em pontos que estejam ligados ao foco no negócio e no cliente, delegando ou terceirizando atividades meio.

-  Limpar a mesa de trabalho, deixando de acumular dezenas de papéis que provavelmente não tem mais utilidade ou referência.

- Garantir uma base de dados e informações completa, com informações suficientes para o acompanhamento da performance e das operações.

- Redesenhar o lay out da empresa, aproximando as lideranças, quebrando a departamentalização e colocando lado a lado funções que se casam em processos operacionais.

Não confundir o conceito Minimalista com um processo simplista. Não é o caso. A Teoria Minimalista significa minimizar, ou seja, racionalizar a gestão empresarial, procurando identificar e manter somente o que é importante para os negócios, perseguindo um significado de “limpeza” para a organização e alterando padrões estratégicos, comportamentais, organizacionais e operacionais.